O Laboratório de Anatomia Patológica da Clínica Veterinária Santo Agostinho realiza exames de Histopatologia, Citopatologia e Necropsia.

Patologia é o estudo morfológico das lesões, suas causas e conseqüências. A observação criteriosa das lesões requer técnicas apuradas, além de um profundo conhecimento em anatomia, histologia e fisiologia. A Anatomia Patológica representa um exame complementar que dá importantes subsídios para o diagnóstico final, ressaltando-se a estreita correlação clínico-patológica. O Patologista é o profissional responsável pelo exame de qualquer tecido ou órgão retirado de um indivíduo. Após minucioso exame macro e microscópico, obtém-se uma conclusão diagnóstica que pode orientar o tratamento e auxiliar na definição do prognóstico do paciente. Esses exames são importantes complementos à prática clínica.
O exame histopatológico é precedido da realização de um procedimento cirúrgico, quer uma biópsia incisional, biópsia excisional e a retirada parcial ou total de um órgão. É fundamental que a peça cirúrgica seja enviada em sua totalidade, para a avaliação macro e microscópica por parte do patologista. Caso, isso não seja possível, deve-se coletar fragmentos de aproximadamente 2,0 x 3,0 x 0,5cm da área lesada, da área íntegra e da interseção, fixando-os em formol a 10%. A histopatologia consiste na inclusão em parafina desses pequenos fragmentos para confecção de um preparado histológico padrão, corado pela técnica de hematoxilina-eosina (H&E). Além da definição de diagnósticos, a avaliação histopatológica também permite a obtenção de outros parâmetros importantes. Como exemplo, vale ressaltar a avaliação da margem cirúrgica, após exérese de formações neoplásicas.

Citologia é um método de exame do material obtido por aspiração, por agulha fina, em cavidades neoformadas ou órgãos sólidos; por coleta de secreções contendo células naturalmente esfoliadas com swabs; por raspagem ou escoriação de superfícies utilizando-se espátulas ou escovas; por lavagem e coleta de líquidos; por aspiração por agulha em cavidades naturais ou neoformadas; por "imprint"; e por "squash" ou esmagamento. Ao longo dos anos, alguns recursos foram incorporados à prática da citologia, como punções guiadas por ultra-som ou tomografia computadorizada. O exame citológico é indicado como um método de diagnóstico rápido, prático, de fácil execução e pouco invasivo. É útil na triagem de lesões de acordo com a origem do processo: inflamatório, degenerativo ou neoplásico. Contudo, resultados negativos, referindo-se especificamente a neoplasias, têm valor preditivo muito pobre e devem ser vistos com extrema cautela. Portanto, clínico e patologista devem avaliar o tipo de lesão apontado pela citologia e se há necessidade de proceder imediatamente à biópsia.O material colhido pode ser diretamente estendido em lâminas imediatamente após a coleta ou centrifugado (no caso de líquidos) e, do sedimento obtido, realizado esfregaço. Caso, não seja realizada a coloração imediata das lâminas, as mesmas devem ser conservadas em álcool 70°.

Necropsia é o exame criterioso de todos os órgãos e tecidos de um animal morto, podendo confirmar, refutar, esclarecer, modificar ou estabelecer um diagnóstico. Por vezes, a necropsia é a única forma de se chegar a um diagnóstico conclusivo. O exame post-mortem constitui o melhor meio de comparação dos sinais clínicos do animal enfermo, com lesões que não eram visíveis ou aparentes durante a vida. O exame necroscópico permite ainda, uma maior abrangência na coleta de material para exames virológicos, bacteriológicos, parasitológicos e toxicológicos, afora ser praticamente a melhor forma de acesso a órgãos para confecção de "imprints" ou esfregaços de tecidos, ou, por vezes, o único meio para se diagnosticar certas doenças (por ex., a babesiose cerebral). Em caso do veterinário e/ou o proprietário necessitarem/desejarem esclarecer a causa mortis, o ideal é que se envie o cadáver do animal para o patologista, o mais rápido possível.