Clínica Veterinária Santo Agostinho
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COLUNA CIENTÍFICA

LEISHMANIOSE VISCERAL (L. V.)

A doença:

  • A leishmaniose visceral é uma doença provocada pelo protozoário Leishmania leishmania chagasi em nosso continente.

A doença no homem:

  • Os principais sinais da LV no homem são esplenomegalia e febre irregular prolongada; outros sinais incluem perda de peso, palidez, hepatomegalia, linfonodos aumentados, anemia, tosse e diarréia.
    A doença pode ocorrer em crianças e adultos, porém a maioria dos casos ocorre em crianças pequenas e adultos imunossuprimidos (doentes submetidos a quimioterapias diversas e aidéticos).
Leishmaniose no cão
  • Naqueles casos em que o tratamento não é feito em tempo hábil a LV pode ser fatal.

A doença no cão:

  • O cão é o principal reservatório urbano da leishmaniose visceral e muitas vezes pode ser assintomático. Entre os sinais da doença os cães afetados apresentam queda de pelos, descamação da pele, perda de peso, linfonodos aumentados, mucosas pálidas e crescimento das unhas.
  • No cão ainda não se evidenciou situações terapêuticas que levem à cura definitiva.

Transmissão:

  • A forma de transmissão se dá através da picada do inseto vetor infectado conhecido como flebótomo.
    Os flebótomos são pequenos mosquitos que picam o homem e os animais logo após o pôr do sol ou a noite e podem ser encontrados no interior das residências.
Flebótomo
Flebótomo
  • Outras formas de transmissão podem ser através de transfusões sangüíneas (homem e cão), acidentes de laboratório (homem) e em casos raros de forma transplacentária (homem).

Diagnóstico:

*Para estabelecer um diagnóstico humano procure um médico e para seu cão procure um médico-veterinário*

  • Clínico - conjunto de sintomas e existência da doença na região.
  • Sorológico:
    • Reação de Imunofluorescência Indireta
    • Reação de Fixação de Complemento
    • Elisa
  • Visualização do parasito:
    • exames de esfregaço de bordas de ferida
    • exames de esfregaços de aspirados da medula óssea, linfonodos, baço e fígado;
    • exames de esfregaço de pele
    • cortes histológicos de pele, fígado, baço
    • cultura de materiais orgânicos (medula óssea, sangue, pele)

Tratamento:

  • Em humanos é viável e bem sucedido quando o diagnóstico é dado em tempo hábil
  • Nos cães o tratamento é viável e embora não ocorra cura, os animais submetidos ao tratamento possuem boa qualidade de vida e remissão total dos sintomas.
  • O tratamento pode suprimir a condição infectante.

Controle:

  • Tratamento de humanos doentes;
  • controle de cães vadios / controle das importações de cães / e controle das exposições caninas;
  • precauções ecológicas com desmatamentos;
  • controle do vetor nos meios urbanos e rurais;
  • diagnóstico com tratamento ou eutanásia dos cães positivos;
  • vigilância epidemiológica e levantamento sorológico da população canina;
  • educação sanitária;
  • trabalho colegiado entre as profissões liberais envolvidas.

COMENTÁRIOS:

  L a b r a d o r  
L a b r a d o r
  • É essencial que o controle seja levado a sério pela autoridades públicas e também pelos cidadãos; como já foi dito, o tratamento humano e canino alcançam bons resultados. Para o tratamento canino procure um médico-veterinário especializado.
  • É essencial também o combate ao vetor: nas residências o controle pode ser feito mensalmente e nos cães a cada 15 dias.

Esteja sempre atento às informações adicionais promovidas dentro da sua comunidade e se o seu cão apresentar sinais de doença procure um médico-veterinário que ele poderá lhe dar a melhor orientação para melhor cuidar de seu animal.

Dr. Vitor Márcio Ribeiro – CRMV-MG 1883

 

Última atualização: 16 de dezembro de 2006